Depois de dois anos intensos procurando por uma oportunidade de trabalho, Paula, jovem recém formada foi convidada mais uma vez a participar de um processo seletivo.
Já cansada de bater porta a porta, imprimir e distribuir dezenas e por que não dizer centenas de curriculuns e responder basicamente as mesmas perguntas e no final da entrevista ouvir dizer: “nó máximo esta semana daremos a resposta a você”, foi chamada a uma entrevista.
Um detalhe: mesmo participando de várias entrevistas sempre esforçou-se ao máximo para que fosse sempre a primeira vez. Primeira vez? Opa. Por que? Cada vez que havia sido entrevistada não recebera um feedback, Paula procurava se autoavaliar.
Por que a oportunidade ficou para a próxima? A pessoa selecionada é melhor que Eu? Dizia Ela. Assim, mesmo naquele jogo de “vamos ver se desta vez dará certo” procurava sempre inovar, e criteriosamente Paula avaliou entrevista por entrevista.
Certo dia ligaram marcando entrevista. Toda empolgada com a expectativa que seria daquele vez. Chegou no horário, pois este era um detalhe que Paula policiava sempre. Esperou quarenta e cinco minutos a ser chamada para tal. Isso de fato não abalou o estado emocional de Paula.
Chegou a sala de espera e vendo uma só pessoa a espera em tom rude Cris disse: você é a pessoa que ta aguardando para entrevista?
Sim sou eu? Respondeu Paula.
Boa tarde Paula, como vai? Boa tarde Cris estou bem e você? Muito bem. Respondeu Cris. Detalhe, “Paula ao receber o convite para entrevista já soube o nome da entrevistadora”.
Então Paula, tive olhando seu curriculum e por sinal você tem um bom curriculum. Sabe acredito que houve um erro de quem lhe enviou a esta entrevista. Já temos uma pessoa para esta vaga.
Sem reação para tal, Paula se despediu e foi para casa.
Ai pensou; o que é pior: não receber um feedback ou já receber um não no ato.
Atraso para entrevista seria uma forma de programar uma desistência?
Qual seria a melhor forma de dar a notícia, já que houve um contratempo?
Cris já teria passado por situação semelhante?
Teria Ela pensado que num futuro próximo poderia utilizar dados daquela entrevista?
Agiu como Selecionadora de Talento?
Soube resolver a questão da melhor forma possível, sem deixar danos a entrevistada?
Cris preocupou-se na reação que Paula teria ao receber o “não” daquela forma?
Cumpriu o horário agendado para a entrevista, soube ouvir a entrevistada?
Alguns pequenos grandes detalhes como esses fazem um diferencial enorme na vida profissional de qualquer um.
Seja selecionador de talentos, seja vendedor, seja gerente de uma multinacional. O fato é que a vida profissional tem começo meio e fim.
De nada adianta o profissional ter confiança, visão, maturidade, que esta não se conquista com anos de trabalho e sim com dedicação e conhecimento. Nada vale se não souber exercitar a paciência.
O bom profissional é aquele que sabe fazer bem e de maneira correta!
Não adiante meter os pés pelas mãos fingindo ser ignorado; conquistou uma oportunidade ótimo, de o melhor de si e acredite que precisas melhorar muito.
A seguir, algumas dicas para brilhar na vida profissional.
1 Visão, procure entender o que está fazendo e por que está fazendo. A visão de uma empresa é um plano e descreve o que a organização quer realizar objetivamente nos próximos tempos. Geralmente ocorre a longo prazo. Neste caso, o profissional pode sugerir pequenas mudanças para melhorar o trabalho do grupo organizacional.
2 Espírito de Equipe, cada integrante deve saber qual sua atuação mas considerando o todo, ofereça ajuda mesmo sem ser solicitado. “neste caso poderia indicar uma outra oportunidade que eventualmente saberia, ou quem sabe um curso rápido.
3 Maturidade, saber solucionar conflitos sem provocar mais conflitos. O autoconhecimento é porta de entrada para a maturidade. O profissional maduro tem convicção de quais são seus talentos, suas dificuldades, oportunidades (seja na empresa ou fora dela) e ameaças (crises globais). É saber dar um feedback.
4 Integridade, de acordo com “Aurélio” – integridade vem do latim integritate e representa a qualidade de ser integro é fazer seu trabalho sem prejudicar ninguém. “Já havia um selecionado, Paula não precisava saber. Eficiência seria um bom instrumento nesse momento de tensão.
5 Empatia, colocar –se no lugar do outro. Saber elogiar o trabalho do colega e reconhecer o mérito de outros.
6 Otimista, acredite! Passe otimismo, mesmo vendo barreiras pela frente.
7 Paciência, não pense que tão logo será reconhecido pelo que lhe foi confiado. De todas as qualidades que possamos ter, se não tivermos a paciência podemos ser prejudicados.
De nada adiante ter todas estas habilidades e o colaborador não conseguir fazer aquilo que é pago para fazer; bons resultados de curto prazo.
